a Ana Pereira
A margem da coragem havia
outrora um lago profundo
límpido e prateado
ventos magnéticos agitam
as águas espalham - se arrepios
a superfície distantes os ídolos
ficam no meio do caminho
servem - se de espantalhos
aos pardais e quando voltas a jogar
regressas anónima a fitar à única
estrela

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